Fazemos trocas de instrumentos e equipamentos de som vendemos programas de gravação e plugins e etc
Novos rumos para o Home Studio e a Produção Musical
Para gravar, hoje ninguém precisa mais abrir o seu gabinete. As interfaces são USB ou Firewire! O que isso traz de vantagens?
NOVOS RUMOS PARA O HOME STUDIO E A PRODUÇÃO MUSICAL
HOME O QUE?
Há muito tempo, quando Home Studio era algo estranho, eu tinha dificuldade de convencer qualquer músico sério que gravar em casa era perfeitamente possível e, com qualidade superior a muitas fitas demos que circulavam na época ? as bandas não tinham dinheiro pra produzir seus próprios cd?s. Hoje, existem milhares de Home Studios espalhados pelo Brasil e pelo mundo, ou seja, é uma realidade inquestionável. Chegamos ao ponto de vermos indústrias tradicionais focando nesse mercado, como por exemplo, a Roland (Edirol) e a M-Audio. Se investem milhões é porque o retorno é garantido e elas querem a sua fatia do bolo. Com essa guinada na indústria da produção musical, não tardaram a aparecer muitas novidades e novos conceitos. Um dos mais promissores é o de ?portabilidade?.
Num passado não muito distante, para gravar áudio era necessário espetar placas do tipo PCI direto na placa-mãe do seu computador. Hoje ninguém precisa mais abrir o seu gabinete pra isso: elas são USB ou Firewire! Temos, então mais um conceito forte: mobilidade. É isso mesmo, você pluga e despluga a hora que quiser e onde quiser, o que facilita o uso em notebooks e laptops, fazendo o Home Studio, por mais paradoxal que isso possa parecer, portátil e móvel.
O FUTURO DOS PERIFÉRICOS ESTÁ EM JOGO
Certamente não foi apenas o advento da porta USB que possibilitou todas essas mudanças de paradigma e comportamento. Os computadores evoluíram (o que era de se esperar) e, mais poderosos, permitem que várias operações que antes dependiam de periféricos externos sejam centralizadas nele. Exemplo: costumava usar um Alesis Nanoverb para monitorar a gravação da voz (a maioria dos vocalistas gosta de gravar ouvindo sua voz com efeitos). Bobagem, pois qualquer gravador multitracker (como o Cubase ou o Sonar) hoje permite monitoração em tempo real, ou seja, insiro o plugin que pode ser um
compressor, um
chorus ou qualquer um outro e gravo normalmente. Assim a quantidade de módulos externos nos Home Studios foi diminuindo cada vez mais. Claro, existem os radicais que fazem questão do som do equipamento A, B ou C, mas assim como eles tiveram que se render ao Home Studio, serão obrigados a uma nova adaptação, só que desta vez a esta nova realidade. Não esquecendo também que isto reduz os investimentos com equipamento drasticamente, o que para nós é sem dúvida, muito importante.
MIXERS HÍBRIDOS
Um outro fenômeno interessante: a diminuição dos mixers ou mesas de som sem, no entanto, perda de recursos. A maioria dos Home Studios grava apenas um instrumento por vez, ou seja, quem precisa de 12 canais? Ninguém, ou pelo menos quase ninguém. Assim, os mixers estão encolhendo, mas sem perder em funcionalidades, como é o caso da nova linha Xenix, da Behringer, que já traz alguns modelos com processador de efeitos e interface de áudio com suporte a ASIO embutidos.
Estamos presenciando uma revolução contínua no modo de fazer música da qual ninguém quer ficar de fora. Agora, é esperar por mais novidades.
DICAS PARA GRAVAR VOZ
Gravação é gravação. Parece uma afirmação idiota, mas quem já gravou sabe a pressão que é estar debaixo do "rec". Maior ainda para os vocalistas (como eu), que dependem do bom funcionamento do corpo para uma boa performance. Muito pior quando o cantor chega em perfeitas condições, executa bem e vê seu "take" estragado por questões técnicas. Pensando nisso, elaboramos esse pequeno guia para não deixar que coisas simples atrapalhem a gravação da voz. Tomando algumas recomendações, basta cantar e não tem erro.
Fone de ouvido: seu melhor amigoOs fones talvez sejam o maior ponto crítico na gravação da voz. Claro, são importantes na gravação de qualquer instrumento, mas se tratando de canto, existe uma diferença fundamental: o som vem de dentro de você.
Ter um fone de boa qualidade à mão é altamente recomendável, mas não é só isso. Existem algumas regras básicas para garantir uma boa execução por parte do cantor.
Ele se ouve perfeitamente?
O volume está adequado ao gosto do cantor?
Não pode ter o volume muito alto, pois causará desgaste auditivo muito rapidamente, o que fará com que o nosso vocalista deixe de perceber as nuances da música e mesmo sua afinação. Nesse caso, o melhor a fazer é interromper a gravação e deixar o cara "descansar" os ouvidos;
Mal-contato está fora de cogitação aqui. Fone que falha na hora da gravação atrapalha e desconcentra. Teste antes, aliás, teste tudo antes;
Cuidado com o excesso de agudos: eles também causam maior desgaste auditivo, chegando a causar irritação em algumas pessoas;
Por último, grave seco (sem nenhum efeito), mas se puder adicione um reverb no fone. Ajuda a dar segurança ao vocalista, pois a voz soará mais bonita que o de costume.
MONTANDO SEU HOME STUDIO
Neste artigo iremos tentar fornecer algumas referências para a montagem de um pequeno home studio. O assunto é vasto e o objetivo aqui é apontar apenas um dos muitos caminhos para se chegar a um ambiente onde se consiga gravar e produzir áudio, investindo o mínimo, com resultados realmente profissionais.
Agradecemos a todos que mandaram emails solicitando este artigo e sinceramente, esperamos que gostem!
Para montar seu home studio você irá precisar de:
Computador
PC Vs Mac ? Por muito tempo esteve acesa a polêmica entre o que seria melhor para áudio. O que seria melhor? Um PC ou um Macintosh? Ao passo que o windows, sistema operacional mais comum em PC?s, é famoso por sua instabilidade e ?travamentos?, o Mac é conhecido por ser um computador extremamente caro, o que lhe rendeu a fama de computador de ?boutique?. A verdade é que para se ter um Mac poderoso, daqueles invocados, é preciso gastar um bocado de dinheiro e este item, dinheiro, é item escasso para a maioria dos brasileiros. Então quando alguém embarca no conto de que ?Mac é melhor? e compra aquele mais baratinho, acaba sempre decepcionado, pois com o dinheiro investido seria possível montar um PC pra lá de turbinado; basta fazer as contas e comparar.
O que difundiu o Mac como computador de áudio não foi sua suposta superioridade, mas a plataforma de produção de áudio denominada Pro Tools, que roda, normalmente em Macintosh?s e que anualmente investe milhares de dólares em propaganda na mídia especializada (se você tem hábito de comprar revistas ou visitar sites de áudio, sabe do que estou falando).
Configuração mínima: PIII 600 com 256Mb Ram e 20Gb de Hard Disk (HD).Configuração recomendável:
*Atlhon XP 2000 com 512Mb de Ram e 40Gb de HD.Ao contrário do que muitos pensam, o processador da AMD (Atlhon XP) funciona muito bem pra áudio, além de ter um custo x benefício muito superior ao de seu concorrente, o PIV da Intel.
Um dos problemas que ajudou a espalhar esse mito foi o de incompatibilidade com as placas-mãe de chipset VIA inferiores ao KT266.
Um outro problema é o do super aquecimento, que também é inteiramente contornável. Para isso, basta comprar um bom coooler e configurar a placa-mãe para desligar o micro caso o cooler falhe ou a temperatura suba demais. Se você não sabe montar o micro e, principalmente, instalar o processador e configurar a placa-mãe, contrate um técnico. Depois não adianta chorar.
Se você tem dinheiro sobrando, aconselho o processador da Intel, que é bem mais caro, mas não exige tantos cuidados quanto o Atlhon. Caso contrário, pesquise um pouco mais sobre como montar corretamente um PC utilizando processadores AMD e mãos à obra. Acredite, funciona!
Gravador de CD
Item indispensável nos home studios, afinal, como você fará para registrar seu produto final? Hoje com a chegada dos gravadores de DVD, o preço dos gravadores de CD caiu vertiginosamente. Já é possível adquirir um por aproximadamente R$ 100,00 e a tendência é diminuir um pouco mais.
IMPROVISANDO A ACÚSTICA
Neste artigo, vamos tentar mostrar como conseguir tirar o melhor som dos monitores e ambientes, gastando o mínimo
O ideal seria que tivéssemos como investir na acústica da sala. Porém acredito que a maioria dos home studios, como o nosso, se limitem a um quarto, ou seja, acústica especial? Nem pensar! Só que, embora muita gente não saiba, existem meios de burlar esse problema, gastando realmente muito pouco.
Existe o mito de que caixa de ovos ?abafa? o som, sim, é verdade ?abafa?, mas não isola, que é o problema em si. Abafa, pois absorve os agudos e atenua algumas reflexões. Para entender melhor, vejamos como o som se propaga: ele não se propaga no vácuo, ele precisa de um veículo (o ar), para chegar até o seu tímpano, que é uma membrana esticada e hiper sensível. Essa membrana quando posta para vibrar, envia um sinal ao cérebro que retorna uma sensação conhecida como audição.
Quando uma parede deixa o som passar, significa que ela está agindo como uma mega membrana que recebe o impacto das ondas sonoras e transfere para o outro lado. Seguindo o raciocínio: caixa de ovos e isopor não resolvem a parada, pois não tem grande densidade. Não vamos nos aprofundar aqui para que o artigo não fique muito extenso.
Por hora tudo o que você precisa saber é que existe um material chamado EVA (uma espécie de emborrachado, muito usado em artesanato), que nos atende muito bem. Ele é vendido em placas e é fácil de aplicar sobre as portas e janelas (não sei se é fácil de retirar).
Quando fazemos isso, amenizamos o vazamento proveniente das portas e janelas, que, como você já deve ter concluído, são os grandes vilões da história. Como é vendido em folhas, podemos aplicar tantas camadas quantas forem necessárias.
CALIBRANDO OS MONITORES
Feitos os ajustes necessários, vamos à qualidade do áudio percebido na sala. Se o seu sistema ?colore? demais a música, você provavelmente terá problemas ao reproduzir em outros sistemas, principalmente nos domésticos.
Não significa que seja impossível conseguir bons resultados com equipamentos baratos. Na verdade o objetivo do artigo é exatamente o inverso, mostrando COMO é possível. Um grande passo para isso é conhecer as limitações do seu equipamento. Significa dizer que quanto mais preciso for, mais você será capaz de trabalhar os detalhes em sua mixagem.
Quando encontramos mixagens com sobras de grave ou agudos estridentes, na maioria das vezes, esse era o problema. O som pode até parecer ótimo, mas a referência está ?mentindo?, no jargão dos técnicos de som.
Também é comum a falta de graves quando utilizamos monitores com alto-falantes pequenos. Isso acontece devido ao diâmetro reduzido, pois fica difícil mover a massa de ar necessária trabalhando com baixas freqüências.
Para esse caso, duas soluções:
Complementa-se com um sub-woofer
Corrige-se com um equalizador, utilizando faixas abaixo de 40Hz
Pessoalmente, eu prefiro a segunda, pois não gastamos mais dinheiro, além de ser muito mais versátil, servindo para corrigir todas as freqüências, caso seja necessário.
É praticamente impossível impedir que seus monitores não mintam, mas podemos atenuar cerca de 50 a 80% da diferença através de um procedimento simples.
1) Pegue uma música com uma boa faixa de freqüências, ou seja, com graves, médios e agudos bem definidos;
2) Para medir vamos utilizar o nosso bom e velho amigo Sonar. Escolha uma música que você ache a mixagem boa e que, de preferência, tenhas características semelhantes ao som que você pretende fazer.
O que é MIDI?MIDI
(Musical Instrument Digital Interface) é a linguagem que computadores e demais periféricos, tais como placas de áudio, teclados e instrumentos eletrônicos, usam para ?conversar? entre si, sendo aceito e usado no mundo inteiro. Hoje em dia quase todo instrumento eletrônico tem uma conexão MIDI e pode ser usado em conjunto com outros instrumentos ou até mesmo com o seu computador, por intermédio de uma ?interface? MIDI.
A linguagem MIDI consiste em enviar ou trocar informações e instruções.
Por exemplo: se seu computador quer que seu teclado toque uma nota, ele envia um comando ou instrução que diz como e quando essa nota deverá ser reproduzida. Da mesma forma, quando ele quer que a reprodução da nota seja interrompida, envia uma outra instrução dizendo para parar.
O MIDI tem inúmeras outras aplicações, como mudar o timbre que está sendo usado para reproduzir as notas (bank e patches usados), controlar o pedal de sustain e pitch-bend weel, modificar o volume, attack, release, entre outros.Canais como em uma TV. Para isso ele conta com 16 canais para enviar essas informações. O instrumento que ?ouve? as mensagens deve ser ajustado para ?ouvir? no canal certo, ou seja, aquele para qual estão sendo enviadas as mensagens MIDI.
Arquivos MIDI
Os arquivos MIDI contém todas as mensagens, assim como informações sobre o andamento necessárias para a perfeita execução da música, podendo ser lidos, editados e salvos por inúmeros programas. Tem a extensão .mid.
O que nós ganhamos usando MIDI?
É um formato extremamente pequeno, pois gravamos somente instruções, ao contrário do .wav ou .mp3.Diferentes partes de uma música podem ser associadas a inúmeros timbres ou instrumentos, dando grande flexibilidade à sua produção.
Possibilita a experiência de diferentes andamentos, mudança de tons, correção de alguns erros de execução.Como a música possui todas as informações sobre notas, tempos etc, é possível transformar tudo em notação musical ou partitura, facilitando assim seu entendimento e posterior registro.
Desvantagens do MIDI
Como nem tudo são flores, a qualidade do som que você ouve dependerá do equipamento usado. A sonoridade de um sitetizador de alguns milhares de dólares será dramaticamente superior, na maioria dos casos, a de uma simples placa multimídia, como uma Sound Blaster, por exemplo.
Porém toda essa disparidade hoje já pode ser minimizada ou em muitas vezes neutralizada com os novos instrumentos VSTi e Dxi. São plugins usados para gerar o som, podendo substituir o uso de sintetizadores externos. Podemos citar como exemplos o Absynth, Battery, DR-008, Cyclone, Kontakt...
POR DENTRO DO CHORUS
INTRODUÇÃOImagine um grupo de cantores cantando ao mesmo tempo. Esse efeito cria a sensação de vários instrumentos tocando ao mesmo tempo, adicionando "riqueza", "complexidade" ao som.
O seu funcionamento é bem mais simples do que parece. Quando duas ou mais pessoas tocam em uníssono, normalmente não há uma perfeita sincronia, então notamos um "delay" ou atraso entre eles e mesmo com a mais criteriosa afinação o "pitch" dos instrumentos pode variar. São exatamente esses atrasos e diferenças de pitch que o chorus se propõe a criar.
CONTROLES COMUNS
Delay - controla a quantidade de delay usada ou tempo de atraso. Quando utilizamos uma taxa de delay (delay time) muito pequena, o chorus se assemelha a um flanger. O mais comum é entre 20 e 30 ms.
Sweep Depth/Width - Controla o quanto o "delay time" se modifica ao longo do tempo, sempre em milisegundos (ms).
Explicando o gráfico, temos que a barra amarelada representa a variação entre o máximo e o mínimo delay produzidos pelo chorus. A barra esverdeada representa o mínimo delay. A soma das duas setas vermelhas representa o delay total produzido.
LFO Waveform (formato da onda) - Mostra como a onda faz a transição entre o maior e o menor delay. Quanto mais alta a onda no gráfico, ou maior delay (atraso), menor fica o pitch, o som fica mais grave. Quanto mais baixa, maior o pitch, ou mais agudo o som.
Vejamos alguns tipos de formato de onda:
Sine - Tem uma transição entre o máximo e o mínimo pitch mais suave
MASTERIZAÇÃO NO PC COM O OZONE
ACOMPRESSORES - Parte 1Os compressores são recursos para controlar a dinâmica de diferentes tipos de sons.Como assim? Digamos que esteja gravando um baixo e o volume varie a cada instante, ora fraco, ora forte, ora muito forte. Como o próprio nome sugere, ele nos permite COMPRIMIR o pico do sinal mais alto, de modo que possamos AUMENTAR o volume das partes mais baixas, ou, ainda, LIMITAR, estipular um nível máximo, de onde o sinal não consegue passar.Limitar picos de sinal, para proteger o equipamento ou a gravação, comprimir um instrumento ou voz, adicionar ?punch?, comprimir uma mixagem final... essas são as principais funções de um compressor. Vamos olhar mais de perto e ver como isso funciona.Basicamente, os compressores têm os seguintes controles: input, threshold, ratio, attack, release, outputINPUT - controla quanto do sinal passa pelo compressor.THRESHOLD - estipula o nível de volume a partir do qual o compressor começa a modificar o som.RATIO - controla a intensidade da compressão. Por exemplo, quando ajustado para 4:1, significa que para cada 4db de entrada (acima do threshold, que determina a partir de onde o compressor começar a atuar, lembra?) teremos 1db de saída. Quando ajustamos para o máximo o compressor passa a trabalhar como limiter.ATTACK - determina o tempo que o compressor leva para atuar.Release- determina o tempo em que o som volta ao normal COMPRIMINDO/CORTANDO PICOSEm ambiente digital tudo o que passa de 0db é distorcido.No exemplo abaixo temos uma onda com muitos picos, de modo que para aumentarmos o volume, precisaremos diminuir a altura dos mesmos. Aí entra a compressão! O primeiro passo é definir em que altura dos picos aplicaremos a compressão, ou THRESHOLD.Nesse caso entre ?6db e ?9db seria uma boa opção, pois teríamos uma boa redução do pico sem comprometer a dinâmica da música.Agora vamos ajustar a quantidade de compressão usada, ou RATIO. Quanto maior, mais comprimido ou atenuado será nosso som. Se ajustado para o máximo,o compressor passa a funcionar como ?limiter?, ou seja não deixa passar nada além do threshold. Para correção de picos, é comum o uso de altas taxas de compressão.Com esses dois parâmetros ajustados, vamos definir o ATTACK, que é o tempo que o compressor leva para iniciar o efeito. O período de tempo que o compressor deixa de atuar é controlado pelo RELEASE.
No nosso caso, queremos que ele atua o mais rápido possível e deixe de atuar imediatamente após o pico. Depois de processado o efeito, basta normalizar, usando o limite de ? 0,5 db, pois o ponto onde começa a ocorrer a distorção varia entre os softwares de áudio, então deixamos essa ?margem? de segurança.
Quando se trabalha com arte e em equipe, invariavelmente temos que lidar com ego e vaidade. O mais interessante é que sempre achamos que o problema está sempre no outro e nunca em nós mesmos.
Dentro do processo criativo, é importante ser consciente da interação que ocorre naturalmente entre as pessoas; assim fica mais fácil avaliar a qualidade de uma idéia, o momento de abrir mão ou se impor.
Se não buscarmos essa consciência e compreensão do outro, inicia-se um processo altamente destrutivo, que se conhece como competição. Em equipe isto deve ceder lugar a cooperação. Com discernimento as partes envolvidas tentam entender as reais necessidades e, no caso da música, valorizar os pontos fortes de cada um, pois, afinal, pessoas são diferentes, o que não significa melhor ou pior. Dessa forma cada um se compromete com o que pode contribuir e, fazendo o melhor que pode, a equipe como um todo é quem sai ganhando.
Na teoria é muito simples, porém na prática é um pouco mais complicado. Estamos presos a conceitos e pré-conceitos que não nos deixam ser criativos e inovar é cada vez mais difícil.
Por que isso acontece? Que peso tem a opinião dos outros? Qual o papel da arte n